ARQUITETURA SONORA INTEGRADA
Um território de investigação criado por Felipe Azevedo
A Arquitetura Sonora Integrada (ASI) é o território de investigação criado por Felipe Azevedo a partir da relação integrada entre corpo, voz, instrumento e emoção, tendo a Presença como elemento de conexão entre essas dimensões.
A ASI nasce da percepção de que esses elementos não precisam ser compreendidos como partes isoladas que posteriormente são reunidas. Eles participam de um mesmo acontecimento expressivo e adquirem sentido na relação que estabelecem entre si.
É essa mudança de perspectiva — da separação para a relação — que constitui o núcleo da investigação.
Observe o Infográfico abaixo:
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CORPO, VOZ, INSTRUMENTO E EMOÇÃO
A Arquitetura Sonora Integrada investiga quatro dimensões fundamentais da experiência musical:
CORPO — dimensão física e gestual através da qual a experiência musical acontece.
VOZ — dimensão sonora, expressiva e humana que articula canto, palavra e intenção.
INSTRUMENTO — dimensão musical que participa da construção sonora não como elemento externo ao intérprete, mas em relação com as demais dimensões.
EMOÇÃO — dimensão sensível e expressiva que atravessa a experiência musical e lhe confere sentido.
A singularidade da ASI, entretanto, não está simplesmente em reunir essas quatro dimensões.
Está em investigar o que acontece entre elas.
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PRESENÇA: O QUE LIGA
Na Arquitetura Sonora Integrada, a Presença ocupa uma função particular.
Ela não é compreendida apenas como uma quinta dimensão acrescentada a corpo, voz, instrumento e emoção.
Presença é a liga.
É aquilo que estabelece relação entre essas dimensões e permite que deixem de operar isoladamente para constituírem uma experiência expressiva integrada.
Por isso, integração não significa simplesmente fazer várias coisas simultaneamente. Significa existir musicalmente dentro de uma relação em que corpo, voz, instrumento e emoção participam de um mesmo acontecimento.
A Presença não é mais uma peça da arquitetura. É aquilo que faz a arquitetura acontecer.
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DA ARQUITETURA SONORA INTEGRADA EMERGE O VIOLÃO COM VOZ
A Arquitetura Sonora Integrada e o Violão com Voz não são sinônimos.
A ASI constitui o território mais amplo de investigação. O Violão com Voz (VCV) emerge desse território como linguagem artística, técnica e metodologia.
No VCV, voz e violão deixam de ser tratados apenas como competências independentes que precisam ser posteriormente coordenadas e passam a operar como partes de um mesmo sistema expressivo.
Isso desloca a questão tradicional de “como tocar e cantar ao mesmo tempo”.
O problema deixa de ser apenas a simultaneidade entre duas habilidades.
Passa a ser a construção de uma unidade musical na qual voz e instrumento estabelecem relações, dialogam e podem assumir diferentes funções dentro da canção.
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ASI E VCV: DUAS ESTRUTURAS QUE NÃO DEVEM SER CONFUNDIDAS
Na Arquitetura Sonora Integrada
CORPO · VOZ · INSTRUMENTO · EMOÇÃO
constituem as quatro dimensões da investigação, relacionadas pela
PRESENÇA
Na metodologia Violão com Voz, o processo de desenvolvimento musical se organiza em quatro eixos:
TOCAR · CANTAR · ARRANJAR · COMPOR
Portanto:
Corpo, Voz, Instrumento e Emoção não são os quatro eixos da metodologia Violão com Voz.
Tocar, Cantar, Arranjar e Compor não são as quatro dimensões da Arquitetura Sonora Integrada.
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UMA INVESTIGAÇÃO QUE NASCE DA PRÁTICA
A Arquitetura Sonora Integrada não nasce como uma teoria criada para posteriormente ser aplicada à prática musical.
Ela emerge de uma trajetória de investigação artística, pedagógica e autoral de Felipe Azevedo, músico, compositor e pesquisador, a partir da observação das relações entre aquilo que durante muito tempo parecia precisar ser estudado separadamente.
Corpo. Voz. Instrumento. Emoção.
A pergunta deixa progressivamente de ser apenas “como desenvolver cada uma dessas dimensões?” e passa a ser:
O que liga?
É nessa investigação das relações que a Presença adquire centralidade e que a ideia de uma Arquitetura Sonora Integrada começa a se tornar nomeável.
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INTERLOCUÇÕES DA PESQUISA
Interlocução não significa origem, influência direta ou equivalência conceitual
A Arquitetura Sonora Integrada é uma investigação autoral e, ao mesmo tempo, estabelece interlocuções com outros campos de pensamento e prática.
Na pesquisa atualmente desenvolvida por Felipe Azevedo, algumas dessas interlocuções vêm sendo examinadas por sua capacidade de tensionar e aprofundar aspectos específicos da ASI.
Antoni Gaudí aparece como interlocução metafórico-estrutural para pensar organicidade, relação entre partes, estrutura e unidade.
Yoshi Oida, especialmente a partir de O Ator Invisível e Artimanhas do Ator, integra a investigação como interlocução conceitual em torno da Presença e da experiência performativa.
Stephen Chun-Tao Cheng, a partir de O Tao da Voz, estabelece uma interlocução em torno da voz compreendida em relação com corpo e experiência integral do intérprete.
Essas interlocuções não constituem a origem da ASI nem significam equivalência entre os pensamentos dos autores. Funcionam como campos de diálogo, comparação e investigação.
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ARQUITETURA SONORA INTEGRADA: UM TERRITÓRIO EM INVESTIGAÇÃO
A Arquitetura Sonora Integrada não pretende separar para depois reunir.
Seu território começa justamente onde essa separação deixa de ser suficiente.
Corpo. Voz. Instrumento. Emoção.
Relacionados pela Presença.
Dessa investigação emerge uma maneira integrada de compreender a experiência musical e, em seu interior, o Violão com Voz emerge como linguagem artística, técnica e metodologia.
Menos separação.
Mais integração.
Mais Presença.





