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Felipe Azevedo
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Felipe Azevedo2025-05-24 18:15:172025-05-24 21:42:25O ESTILO ‘VIOLÃO com VOZ’ – COMO É?A METODOLOGIA ‘VCV’
“Mão direita e Mão esquerda convivem com perfeita sincronia e, ao mesmo tempo, quando precisa, em plena independência, fortalecendo na sua interioridade o conceito de ‘Mão Pensante’, típico de todos os excelentes instrumentistas!”
(Diego Salvetti – Compositor, Violonista e Educador Italiano sobre a Metodologia ‘Violão com Voz’ de Felipe Azevedo)
O que é a Metodologia Violão com Voz?
O Violão com Voz (VCV) é uma metodologia de ensino e investigação musical criada por Felipe Azevedo a partir de sua própria prática como compositor, violonista, intérprete e educador.
Sua origem está no tocar e cantar, mas sua investigação não se limita à capacidade de realizar essas duas ações simultaneamente.
O VCV investiga como violão e voz podem desenvolver autonomia, independência e diferenciação e, ainda assim, permanecer musicalmente integrados.
Essa distinção é fundamental.
Tocar e cantar juntos não significa necessariamente que violão e voz estejam integrados. Eles podem apenas estar coexistindo.
No Violão com Voz, integração é o estado de relação musical em que ações simultâneas — tocar e cantar ao mesmo tempo — podem preservar autonomia, independência, diferenciação e singularidade, sem se fragmentarem ou se descoordenarem musicalmente.
A música se organiza no corpo.
O corpo é nosso primeiro e principal instrumento.
Pulso, ritmo, movimento, coordenação, escuta e relação não começam nas cordas do violão. O instrumento funciona como extensão e veículo de expressão de uma organização musical que acontece corporalmente.
Por isso, no percurso didático do VCV, o ritmo também é experimentado no corpo antes de ser transferido ao instrumento.
No livro Primeiros Toques, essa concepção aparece concretamente na utilização da percussão corporal associada aos três ritmos trabalhados nas microcanções:
Xote · Ijexá · Maracatu
Não se trata de uma atividade complementar. A percussão corporal materializa um dos princípios pedagógicos que sustentam a metodologia.
…
Três categorias de relação entre voz e violão
A metodologia organiza didaticamente o desenvolvimento dessa relação em três categorias.
- VOZ E VIOLÃO
A voz ocupa o foco principal e o violão exerce predominantemente a função de acompanhamento.
Tocar e cantar podem apresentar simultaneidade, automatização e independência operacional. Isso, entretanto, não significa necessariamente integração.
As duas ações podem coexistir sem estabelecer entre si uma relação musical mais complexa.
- VIOLÃO E VOZ
O violão começa a deixar sua condição predominantemente acompanhante e passa a assumir maior protagonismo musical.
Crescem a autonomia, a independência e a diferenciação entre as partes.
Violão e voz passam a estabelecer relações mais complexas, embora essa independência ainda seja parcial.
É uma região de transição.
- VIOLÃO COM VOZ
Aqui ocorre a mudança decisiva.
Violão e voz alcançam autonomia e independência total das partes.
Podem realizar ações musicalmente distintas — incluindo diferentes desenhos rítmicos (polirritmias), melódicos, contrapontísticos, texturais e funcionais — sem perder a coordenação e a integralidade da experiência.
Integrar, portanto, não é simplesmente conseguir tocar e cantar ao mesmo tempo.
É permanecer simultâneo e independente enquanto cada parte continua fazendo coisas diferentes, sem que a relação musical se desfaça.
…
Escutar e Relacionar
É justamente aqui que Escutar e Relacionar assume importância central.
Escutar e Relacionar é a capacidade de perceber, sustentar e reorganizar relações musicais entre ações simultaneamente diferenciadas, preservando sua autonomia sem perder a integralidade da experiência musical.
Não deve ser entendido como mais uma técnica acrescentada às demais.
É um princípio transversal da metodologia.
Porque quanto maior a independência entre violão e voz, maior precisa ser a capacidade de perceber a relação que existe entre eles.
A independência, no VCV, não tem como finalidade separar.
Tem como finalidade ampliar as possibilidades de relação.
…
Tocar · Cantar · Arranjar · Compor
Dentro desse território, quatro ações atravessam a formação musical proposta pelo VCV:
Tocar · Cantar · Arranjar · Compor
Elas não constituem compartimentos isolados.
Tocar modifica a maneira de cantar.
Cantar modifica a maneira de tocar.
Arranjar reorganiza as relações entre ambos.
Compor cria novas relações possíveis.
O estudante deixa progressivamente de apenas reproduzir funções previamente estabelecidas e passa a compreender, experimentar e criar relações musicais.
…
O percurso gradual do Primeiros Toques
O livro Primeiros Toques materializa essa progressão por meio de microcanções.
Essas ‘pequenas estruturas musicais’ permitem experimentar gradualmente a passagem:
VOZ E VIOLÃO → VIOLÃO E VOZ → VIOLÃO COM VOZ
Ao mesmo tempo, xote, ijexá e maracatu são trabalhados corporalmente e transferidos progressivamente ao violão.
Portanto, o percurso não começa no instrumento e tampouco procura simplesmente aumentar a dificuldade técnica.
Ele constrói relações.
CORPO → RITMO → INSTRUMENTO → VOZ → RELAÇÃO → INTEGRAÇÃO → EXPRESSÃO
…
O que o Violão com Voz não é
O VCV não é simplesmente uma maneira mais sofisticada de fazer Violão de Acompanhamento.
Também não se define apenas pela capacidade de cantar enquanto se toca uma parte instrumental difícil.
Virtuosismo, independência ou simultaneidade, isoladamente, não constituem Violão com Voz.
O elemento definidor está na relação.
Quanto maior a diferenciação entre as ações, mais importante se torna a capacidade de mantê-las pertencendo à mesma experiência musical.
Por isso, talvez a formulação mais condensada para a página seja:
No Violão com Voz, independência não significa separação.
Significa poder fazer diferente sem deixar de estar em relação.
…
VÍDEO APRESENTAÇÃO da METODOLOGIA
A METODOLOGIA QUE VIROU CURSO ONLINE DENTRO DE UM LIVRO!
Primeira publicação desta Metodologia, o livro ‘Primeiros Toques‘, trabalha três ritmos brasileiros: o Xote, o Ijexá e o Maracatu.
Além dos exercícios e parte teórica, esta publicação traz também 46 QR CODES que encaminham o aprendiz às vídeo-aulas, as quais exemplificam cuidadosamente como ‘Tocar e Cantar’ os exercícios e microcanções.
Há ainda 24 lições complementares de Percussão Corporal – outra novidade deste material.
A metodologia desenvolve simultaneamente as 03 habilidades já citadas acima: desenvoltura rítmica, desenvoltura técnica no violão e desenvoltura em tocar e cantar com sincronia e independência.
A abordagem didática do material é bastante brincante e gradual, conduzindo o estudante de ‘Violão com Voz’ por etapas e pequenos desafios, que superados, geram maior autoconfiança e segurança para aquisição da habilidade principal – a de tocar e cantar com a técnica e desenvoltura.
PLAYLIST PASSO-A-PASSO da TÉCNICA ‘VIOLÃO com VOZ’ – AULA GRADUAL em 05 MICROCANÇÕES!
Por fim, a publicação desta Metodologia se transformou em ‘um Curso Online dentro de um Livro!‘
O QUE NÃO É!
Não é ‘Violão e Voz’ tampouco, ‘Voz e Violão’!
Praticamente, é uma continuidade do seu primeiro livro, o projeto multimídia Livro-CD e Hotsite “Tamburilando Canções – Felipe Azevedo– Violão com Voz”
Estude com Inteligência e Toque com Vibração!
Neste vídeo, uma explicação Musical, Didática e Brincante de Felipe Azevedo sobre o que é e o que não é o ‘Violão com Voz‘!
DEPOIMENTOS
“Quando comecei a ter AULAS com o Felipe Azevedo eu tinha MUITA DIFICULDADE em tocar VIOLÃO e CANTAR ao mesmo tempo. Muitas vezes, tinha dificuldade em MANTER um mesmo andamento enquanto tocava e cantava, além de ter um repertório limitado de levadas, ritmos e suas variações e de não ter prática alguma de leitura de partitura para violão.
Nas aulas, o que eu sinto que mais me ajudou, foi o processo de estudo das variações de levadas/ritmos e a relação de cada elemento com o pulso a partir de uma primeira célula-base dos ritmos (através da escuta, da observação da execução musical, da leitura e da entoação com percussão corporal e solfejo).
Ao aumentarmos gradualmente a complexidade das leituras rítmicas e melódicas no violão (de modo que ele se torne independente) e manter a voz em um mesmo padrão (rítmico e melódico), somos induzidos a exercitar a percepção dos contrapontos rítmicos que resultam de cada combinação de violão, com voz e pulso.
Ainda que esteja totalmente no meio do processo de buscar independência rítmica do violão e a voz, sinto que hoje eu percebo com mais nitidez meus objetivos para com o VIOLÃO e com a VOZ (como intérprete e como compositora) e os caminhos que podem me ajudar a alcançar esses objetivos.”
“Meu primeiro contato com a Metodologia ‘VIOLÃO com VOZ’ foi quando eu ainda era aluna do curso de música na UFRGS, em uma aula demonstrativa ministrada pelo próprio Felipe Azevedo, em 2006.
Na época, fiquei muito instigada com o resultado estético que Felipe obtinha nas suas canções e, ao mesmo tempo, com o equilíbrio que existia entre a sua expressão artística e os procedimentos didáticos mencionados por ele.
Isto me fez, em 2008, procurar o Felipe para aulas individuais com intenção de aprofundar meus conhecimentos dentro de uma demanda violonística específica, que abrangia tanto a técnica na execução do instrumento quanto a forma de pensar os arranjos e as composições a partir do violão.
A aplicação das 09 etapas [de arranjo e composição de canções] do ‘VIOLÃO com VOZ‘ me proporcionou ter maior clareza dos conteúdos relacionados à técnica do contraponto, de uma forma muito direcionada e sem a rigidez que muitas vezes pode tolher a expressão artística. Houve um momento onde senti que minha intimidade com os materiais sonoros aumentou, e que, portanto, me apropriei do conceito e consegui utilizá-lo da minha maneira.
A vivência desta metodologia foi de fundamental importância para o encontro de minha identidade artística e estética, e este espaço de descoberta que o ‘VIOLÃO com VOZ‘ permite enquanto utilizado é o que o faz ainda mais enriquecedor!”
“Minha experiência no Violão com Voz.
Meu encontro com Felipe Azevedo começa quando eu o descubro, escutando um programa na rádio FM Cultura de Porto Alegre, há bons anos atrás.
Imediatamente me identifiquei com a estética e a sonoridade.
Assisti a alguns shows do Felipe, comprei dois CD’s, o ‘Tamburilando Canções‘ (2012) e o ‘Percussìvé ou a prece do Louva-a-deus‘ (2007), e passei um tempo ouvindo e assimilando as canções, até que decidi ter aulas com o Felipe!
Minha história com a música começa bem cedo, em Recife, minha cidade natal, quando entrei para o Conservatório Pernambucano de Música.
Ali me alfabetizei musicalmente e me introduzi no estudo do violão erudito.
Mas acabei desviando do violão, me afastando por um tempo dos estudos musicais e depois os retomando, dessa vez com a flauta transversal.
No entanto, o violão voltou naturalmente, talvez por uma demanda de momentos musicais mais compartilhados.
Minha intenção era tocar e cantar e ter mais autonomia e segurança no acompanhamento da voz.
Já faz uns três anos que venho fazendo aulas com e de ‘Violão com Voz‘ , estudando a Metodologia do Felipe.
Um elemento que destaco nessa experiência, porque faz sentido pra mim, é o ganho de autonomia na performance do tocar e cantar.
Essa autonomia decorre de um processo onde somos levados a perceber os vários elementos da música e suas conexões, com mais consciência.
Há uma ênfase na percepção corporal do ritmo (o ritmo se organiza no corpo, é uma das máximas do Felipe), através de exercícios de percussão corporal, que considero uma importante chave para o alcance da autonomia e da segurança no tocar e cantar.
Os exercícios vão escalando o grau de dificuldade em direção ao processo de independização do violão e da voz.
O violão vai ganhando uma voz própria, cuja informação vai além da função de mero acompanhante do canto. É como se o violão também cantasse na execução de uma canção utilizando a Técnica do ‘Violão com Voz’!.
Para mim, que não sou músico profissional, mas professor de filosofia, é uma experiência que vai além da técnica e performance musical, e justamente aí nesse lugar, encontra a filosofia.
Pois da mesma forma que o ‘Violão com Voz’ ensina a perceber as múltiplas camadas de uma peça musical ou canção, levando a uma execução pensante da música, também sugere que o pensamento discursivo seja abordado musicalmente, que a escuta do pensamento seja também uma escuta musical.
Aliás, esta constatação me levou a criar um projeto em parceria com o Felipe, cujo título segue exatamente esta linha de pensamento, me refiro ao ‘Quando a Música Pensa e a Filosofia Canta‘ ”
OFICINAS
OFICINAS ‘VIOLÃO com VOZ’
Violão e Voz? Voz e Violão? Ou Violão com Voz?
Como funcionam estas abordagens na perspectiva histórica de um possível cânone do Violão Popular Brasileiro na Canção?
Todas estas questões além de outras são devidamente tratadas e abordadas minuciosamente e com exemplos musicais e práticos na Oficina “Perspectivas do Violão Brasileiro na Canção – do Violão de Acompanhamento ao Violão com Voz “- ministrada pelo músico, compositor e educador FELIPE AZEVEDO
Músicos profissionais, apreciadores do violão brasileiro, estudantes e educadores podem se beneficiar diretamente desta deliciosa, encantadora e instigante imersão!!
AULAS
AULAS ‘VIOLÃO com VOZ’
Imersão individual e direta, presencial em Porto Alegre (RS) ou via plataformas como o Google meet, onde todos os elementos abordados na metodologia ‘VIOLÃO com VOZ’ são criteriosamente trabalhados com os alunos!
Toque, Sinta, Aprenda e Vibre um jeito diferente e embasado de compor e arranjar canções, estudando com um compositor/arranjador/educador, com sólida formação acadêmica e experiência musical.
ESTUDE COM INTELIGÊNCIA, TOQUE COM VIBRAÇÃO!
“Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender” (Paulo Freire)
















